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Revista ES - Economia Social
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n.23 // setembro 2025

A INCLUSÃO DO DIREITO COOPERATIVO A NÍVEL UNIVERSITÁRIO:
CONTRIBUTOS DA TEORIA
​E DA INVESTIGAÇÃO 

​THE INCLUSION 
OF COOPERATIVE LAW
AT THE UNIVERSITY LEVEL: 
CONTRIBUTIONS FROM THEORY 
AND RESEARCH

ITZIAR VILLAFAÑEZ PEREZ
Universidad del País Vasco
Euskal Herriko Unibertsitatea (UPV/EHU), Spain
[email protected]


IFIGENEIA DOUVITSA
Hellenic Open University, Patras, Greece
[email protected]
Fotografia
Fotografia

Este artigo apresenta os principais resultados de um estudo realizado com o objetivo de contribuir para a discussão e investigação em curso sobre o ensino do direito cooperativo. Em especial, este ensaio é uma versão resumida do artigo “When cooperatives go to (law) school. What theory and research tell us on cooperative law’s inclusion at a university level” [“Quando as cooperativas entram na faculdade (de direito). O que a teoria e a investigação nos dizem sobre a inclusão do direito cooperativo no nível universitário”], a ser publicado na Série Münker, https://iuscooperativum.org/the-munkner-series/
​​This paper presents the main results of a study carried out with the aim of contributing to the ongoing discussion and research on cooperative law teaching. Specifically, this essay is an abridged version of the paper “When cooperatives go to (law) school. What theory and research tell us on cooperative law’s inclusion at a university level”, to be published in The Münker Series.https://iuscooperativum.org/the-munkner-series/

Entre os círculos cooperativos é do conhecimento geral a sub-representação ou mesmo a ausência total do direito cooperativo[1] nos currículos universitários, em comparação com outros tipos de organizações e empresas. Isto mantém a ideia de empresas detidas por investidores como sendo o modelo dominante de empreendedorismo, enquanto persiste uma ideia errada do modelo cooperativo na investigação académica, na prática jurídica, a nível judicial e na perspetiva dos decisores políticos. Esta realidade tem sido realçada por várias organizações e académicos, tendo sido encetadas diversas iniciativas para a abordar.

Considerando o acima exposto, este estudo visa lançar luz sobre as condições atuais do ensino do direito cooperativo (especialmente em comparação com o ensino relacionado com outros tipos de organizações e empresas). Em particular, o estudo identifica as razões por detrás da sub-representação do direito cooperativo como disciplina científica a nível universitário refletindo sobre o potencial impacto que tal ausência possa ter no pensamento e nas práticas legais do direito cooperativo. As oportunidades e os obstáculos à inclusão do direito cooperativo nos currículos universitários, incluindo a disponibilidade de ferramentas para tal inclusão, são também discutidos.

Para alcançar os seus objetivos, o estudo baseia-se em investigação documental e empírica. As suas sugestões podem servir de base para o desenvolvimento de um plano de ação para a inclusão das cooperativas e do direito cooperativo nas universidades. As suas conclusões podem oferecer soluções para a incorporação do direito cooperativo ou para o reforço da sua presença enquanto disciplina científica, dado que defendemos a opinião de que o caminho para as cooperativas desenvolverem todo o seu potencial, passa pelo panorama universitário.


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[1] Neste artigo, usamos o termo direito cooperativo no seu sentido lato.
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Among cooperative circles, it is common knowledge the underrepresentation or even total absence of cooperative law[1] in the curricula of universities, compared to other types of organizations and companies. This maintains the idea of investor-owned enterprises as the dominant model of entrepreneurship, while the misconception of the cooperative model carries on in academic research, legal practice, at a judicial level and from a policy makers’ perspective. This reality has been highlighted by various organisations and academics, and a variety of initiatives have been taken to address it.

Taking into account the above, the study aims to shed light on the current conditions of teaching cooperative law (especially compared to the teaching of other types of organizations and companies). In particular, the study identifies the reasons behind cooperative law’s underrepresentation as a scientific subject at the university level, as well as reflects on the potential impact such absence may have on cooperative legal thinking and practice. The opportunities and obstacles for the inclusion of cooperative law at university’s curricula, including the availability of tools for such inclusion are also discussed. 

To fulfil its goals, the study is based on a desk and empirical research. Its suggestions may serve as the building blocks for the development of an action plan for cooperatives and cooperative law inclusion at universities. Its conclusions may offer solutions on incorporating cooperative law or strengthening its presence as a scientific subject, as we advocate the opinion that the path of cooperatives to unravel their full potential passes through the university landscape.


[1]. In this article, we perceive cooperative law lato sensu.
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n.23 // setembro 2025
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